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Antes de qualquer ajuste, os cabos e conduítes devem
estar limpos e lubrificados. Os conduítes devem ser cortados no menor tamanho possível,
ou seja, devem permitir que a direção gire livremente e que o cabo deslize com facilidade por
dentro dos conduítes. Se os conduítes forem grandes, eles se deformarão demais, os cabos
percorrerão um caminho muito maior dentro deles e a causa disto é um maior atrito, dificultando
a freada. Conduítes no tamanho certo transferem a força aplicada nos manetes de forma
mais direta, fazendo com que chegue até os freios com menos perda.
Como regular
Tomaremos como exemplo os freios cantilevers
(das mountain bikes e híbridas) que hoje em dia são os mais comuns e mais difíceis de regular
em relação aos freios side-pull, das estradeiras, de regulagem mais simples. Quem sabe regular
um cantilever, com certeza regula um side-pull.
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Ajuste fino: antes de começarmos a apertar parafusos, deveremos deixar as
regulagens finas com as roscas
na metade do curso. Esta regulagem se localiza em parafusos vazados que estão, normalmente,
logo na saída do manete (foto 1), ou na chegada do cabo ao freio nas bikes de estrada.
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Em busca do padrão
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Cambagem: a posição que a sapata de freio assume está relacionada com o
princípio de obtermos o maior contato possível das sapatas com a parede do aro. Cada cantiveler
apresenta uma pequena folga em relação ao "boss", bases dos freios, fixas no quadro ou garfo.
Quando acionados, podem apresentar uma certa torção. Por isso, existe a regulagem de
cambagem, que é a configuração que as sapatas assumem em relação aos aros. No momento
da freiada, o aro empurra as sapatas de freio para frente. Se a sapata estiver totalmente paralela
em relação ao aro, surgirá trepidação, barulho excessivo e ineficiência nos freios. Sendo assim,
tente fixar a posição de cada sapata, como na figura, com uma de suas pontas encostando no
aro e a outra com distante 1 mm. Tanto para a roda dianteira, como para a traseira, o formato
entre as sapatas e o aro, visto por cima, é de uma flexa (foto 2).
Para a regulagem dos freios utilizamos normalmente
uma chave allen e outra fixa de 10 mm (foto 3), por tentativa e erro, ou seja, faz-se um aperto
pequeno buscando o posicionamento ideal da sapata, verificando três determinações:
a) Cambagem;
b) A face de frenagem de cada sapata deve ter o maior contato
possível com a parede do aro.
c) A sapata deve ficar 1mm abaixo do pneu para que não rasgue
aos poucos sua lateral, mandando para o espaço seu querido pneuzinho.
Deixe as duas sapatas idênticas. Depois de achado o ideal,
aperte firme definindo a regulagem de cada sapata.
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Configuração final: o ângulo formado entre o cabo do cantilever e a linha
imaginária que vai do ponto em que o cabo chega no cantilever até o ponto em que a sapata
encosta no aro, deve ser 90° (foto 4).
Regulagem dos cabos: depois de achada a posição onde as sapatas ficam
afastadas das paredes laterais do aro cerca de 3mm, aperte a porca até que o cabo se deforme.
O aperto deve ser tal que não rompa o cabo, tomando o cuidado de não espanar o parafuso.
Para se ter certeza deste aperto, devemos acionar a alavanca de freio com nossa força máxima
sem que o cabo corra pelo parafuso.
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Pressão das molas: É o último passo. Quando não se consegue manter a
mesma diferença entre as sapatas de freio direita e esquerda em relação às paredes dos aros,
devemos regular a pressão das molas dos cantilevers. Cada tipo de freio tem um dispositivo,
procure descobrí-lo, mantendo a mesma tensão no par de cantilevers. Atingido o ideal, trave
com contra-aperto os ajustes finos da foto 1.
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