59ª prova ciclística 9 de Julho

por Cícero Lourenço


veja nossa galeria de fotos

     A 9 de Julho deste ano foi realizada no autódromo de Interlagos e apesar da mudança na característica da prova, que tradicionalmente é plana e veloz, não tivemos surpresas no resultado. Como em todo ano, o vencedor só ficou conhecido em cima da linha de chegada. Disputando o sprint com muitos adversários fortes, o campeão deste ano foi o ciclista Rodrigo de Melo Brito, da equipe Memorial Santos, completando os 86 km com o tempo de 2h 06min 12seg, média de 40,9 km/h.

clique para ampliar      Rodrigo disse que já imaginava que a decisão só se daria no sprint final, a exemplo do que aconteceu com a Copa América, também realizada no autódromo no começo deste ano. Emocionado com a vitória, o ciclista lembrou de seu colega de equipe e campeão da última 9 de Julho, Nilceu Aparecido, que não pôde participar desta edição.

     Perguntado sobre a mudança no percurso da corrida, Rodrigo disse aprovar o circuito de Interlagos: "Aqui fica muito mais seguro, apesar de que hoje houve alguns tombos no início da prova, o que não seria normal. Acho que pela importância da prova e a ansiedade dos ciclistas estes tombos ocorreram, felizmente nada grave, mas acho que aqui realmente é mais seguro, é mais largo, não tem buracos, a aderência é maior, é muito melhor que na rua."

clique para ampliar      O ciclista da equipe Memorial Santos, Márcio May, concorda com o campeão quanto à segurança da pista: "Aqui o sprint é mais difícil fisicamente, mas tecnicamente é muito melhor porque a dificuldade do percurso durante toda a prova vai eliminando os atletas que não estão em condições e vai deixando mais espaço para que os ciclistas bem preparados se posicionem melhor, é mais difícil dar tombo no sprint, é mais seguro. Além disso o asfalto é ótimo e tem toda a infra-estutura que eu acho necessária, é muito bom."

clique para ampliar      As numerosas largadas da 9 de Julho se repetiram este ano e principalmente na categoria mountain bike os tombos foram bastante reduzidos, talvez pela dificuldade técnica das subidas e pela redução da velocidade média da prova.

     Segundo Cleber Ricci Anderson, o vento na reta da chegada, logo após a subida da junção, foi o responsável pela dificuldade das fugas: "O ciclista que conseguia escapar na subida, chegava ao topo e tinha que enfrentar sozinho uma longa reta com vento contra. O pelotão chegava facilmente e a decisão ficaria mesmo para o final", comentou.

clique para ampliar      Na prova feminina, um tombo no "S" do Senna impressionou mais pelo atendimento da ciclista que pela queda em si. A ambulância chegou prontamente, retirou a atleta da pista e a imobilizou com colete cervical antes de colocá-la na ambulância para dar o atendimento. Uma demonstração de muita eficiência na organização quanto à segurança dos competidores.


Resultados


Categoria Elite (86 km em 2h 06min 12seg)

clique para ampliar

1. Rodrigo de Melo Brito (Memorial Santos)
2. Antônio Xavier (AA Guarulhos)
3. Hamilton de Souza (SAP Americana)
4. André Luiz Grizante (CE São Caetano)
5. Daniel Mosler (Argentina)



Categoria Feminina (34,4 km em 1h 04min 25seg)

clique para ampliar

1. Claudia Carceroni Saintagne (ESC Meaux/França)
2. Clemilda da Silva (CE São Caetano)
3. Rosane Kirch (Clube Londrinense de Ciclismo)
4. Débora Gerhad (Escola Sapiranga-RS)
5. Uenia de Souza (CE São Caetano)



Categoria Master (38,7 km em 1h 03min 09seg)

clique para ampliar

1. Robenson Pacheco (Wady Sports/Canatiba)
2. Aílton de Souza (EUA)
3. Antônio Francisco Papa (São Paulo)
4. João Carlos Motta (Fosfertil/Ultrafertil)
5. Ricardo Venturelli (DEP Pindamonhangaba)



Categoria Mountain Bike (43 km em 1h 07min 18seg)

clique para ampliar

1. Robson da Costa (Diadema-SP)
2. Heber Vieira (Clube Londrinense)
3. Fábio dos Santos (Martins Pneus)
4. Magno Nazareth (São Paulo)
5. Edvando Souza Cruz (Caloi/Suzano/PowerBar)